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20.03.2003, 8:20 PM ET
Presidente Álvaro Uribe, Bogotá, Colombia. (AP Photo/HO-Cesar Carrion , CNE)

20.03.2003, 8:20 PM ET
Presidente Álvaro Uribe, Bogotá, Colombia. (AP Photo/HO-Cesar Carrion , CNE)


20.03.2003, 1:47 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano)

20.03.2003, 1:47 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano)


Agressão ao Iraque. A história se repete

Em 19 de março de 2003 os EUA, a Grã Bretanha e a Espanha, encabeçando o que chamam pomposamente de coalizão, atacaram o Iraque. Para a vergonha das maiorias nacionais, o governo fascista de Uribe Vélez, incluiu o nome de nossa pátria, entre os poucos que respaldam a intervenção imperial.

Desta vez não há nenhum pretexto, o Iraque não invadiu ninguém, não tem armas nucleares, não tem armas químicas, disse através de todos os meios e a todos os países que quer a paz, comprovado isso pelos supervisores da ONU. Seus informes são claros, o mundo é testemunha, não há por quê atacar o Iraque. Mas o ataque se deu.

Da mesma forma que em 1991, os meios de comunicação se dedicaram a mostrar os bombardeios, como se fosse um espetáculo de fogos artificiais, só que desta vez lhes coube mostrar helicópteros derrubados, a lista de soldados mortos, as imagens dos pilotos capturados e dizer ao mundo que têm dificuldades na guerra e que esta de repente pode durar mais do que o calculado.

A guerra é o meio que utiliza o Imperialismo para repartir o mundo. Assim foi tanto na Primeira Guerra Mundial como na Segunda. E também, assim é neste momento. Atacou-se um país que foi satanizado e submetido a um bloqueio criminoso por parte dos países desenvolvidos durante dez anos, que matou milhões de pessoas inocentes cujo único delito foi ter nascido num país com petróleo e portanto objetivo militar dos EUA.

Entre os objetivos encontramos: reativação da indústria militar dos EUA como um meio para sair da recessão econômica que atravessa desde inícios de 2001, que mergulha os norte-americanos na desconfiança de seu sistema, de seu modo de vida e de seu poderio. Empresas como Enron, Wordcom, Online, Boeing entraram em quebra, descobrindo-se o roubo dos pequenos acionistas e levando à miséria milhares de norte-americanos que investiram nelas as poupanças de toda sua vida.

Outro objetivo é dominar a extração, produção e refino do petróleo. Querem se apoderar de todos os recursos que existem no planeta com o qual imporão ao mundo os preços e o consumo, dizendo para cada país o que tem que fazer. O Iraque se transformou em objetivo militar por ser o terceiro produtor de petróleo do mundo.


25.03.2003, 7:25 PM ET 
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)

25.03.2003, 7:25 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)


25.03.2003, 7:34 PM ET 
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)

25.03.2003, 7:34 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)


Os EUA vêm aumentando as importações do petróleo do Golfo desde 1973 com 5%, 1989 com 10% e no ano 2000 com 25%, ou seja, um quarto do petróleo que esbanjam os norte-americanos é importado do Golfo Pérsico. Por isso os Estados Unidos necessitam ter o controle da região e assim vêm fazendo primeiro através de Israel, em seguida por meio da Arábia Saudita e do Kuwait e agora com o domínio do Iraque.

É bom esclarecer que desde a Primeira Guerra Mundial as potências têm controlado os países do Golfo, primeiro com a Grã Bretanha e a França e agora com os Estados Unidos.

Não há nova ordem mas sim uma desordem liderada pelos Estados Unidos, que em seu afã de dominar o planeta o tem levado a rejeitar as propostas de soluções para os problemas que afligem o mundo, como o Tratado de Kioto sobre biodiversidade e meio ambiente, a defesa dos direitos humanos e o acordo contra o racismo. Todos estes acordos conseguidos em consenso nas Nações Unidas.

Por isso um dos entes que mais desprezado foi a ONU, que não tida em conta para nada pelo Império e por cima dela foi planejada e desencadeada a agressão, o que mostra sua ineficiência e, por sua vez, sua inconseqüência, pois até este momento não se conhece a posição levantada por ela condenando semelhante genocídio que vem sendo cometido.

A ONU limitou-se a lamentar que não lhe deram a oportunidade de dizer se a guerra era legítima ou não, como se o problema fosse de legitimar ou deslegitimar guerras e não um organismo que foi criado para evita-las entre os países membros, conformando-se em seguida em dizer que continua com o programa de petróleo por alimentos.


27.03.2003, 3:42 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)

27.03.2003, 3:42 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara


27.03.2003, 3:44 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano)

27.03.2003, 3:44 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano)


O Direito Internacional, o Direito Internacional Humanitário, os Convênios de Genebra, em fim, toda a legislação burguesa que regia o mundo, imposta pelo próprio Império e seus cortesãos, ficou em pedaços e com o cinismo e prepotência imperial, pretendem que os outros continuem cumprindo.

E mais cinismo. Em meio a semelhante agressão, bombardeio indiscriminado, assassinato de civis, bloqueio econômico e chantagem alimentar, entre outras medidas, o Império ianque se atreve a denunciar como terrorismo atos de legítima defesa e, como se isso não bastasse, os grandes meios de comunicação ecoam tal atitude.

As Ongs, que se dizem defender os direitos humanos, silenciam diante de semelhante massacre, contrastando com as condenações que fazem contra Cuba ou contra as organizações insurretas da Colômbia, as quais se defendem do Terrorismo de Estado do Estado colombiano que defende a guerra imperial desenvolvida por quem paga a essas Ongs suas mesadas para seu funcionamento.

A Cruz Vermelha não diz nada sobre a violação dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário. É como se existisse um pacto de não denunciar as estripulias dos EUA, pois nem sequer no museu de Genebra figura o magnicídio de Hiroshima e Nagasaky. Será que pensam que com o silêncio estão prestando homenagem aos 60.000 mortos e cento e vinte mil feridos que os EUA causaram em um único segundo?

Será que pensam que existem os bons e os maus que fazem a guerra, e os maus são precisamente os que lutam contra as injustiças dos poderosos, e portanto devem manter silêncio quando estes poderosos estão massacrando povos?

As ações militares foram encerradas, o Império anuncia ao mundo que ganhou a guerra, mas o balanço apresenta um resultado negativo para a Coligação. O único obtido foi o assassinato de milhares de civis, a destruição de várias cidades das mais lindas do mundo e patrimônio da Humanidade e o merecido ódio expressado nas protestas mais grandes da história da Humanidade contra a guerra.

A luta do povo iraquiano pelo seu direito à Autodeterminação, Soberania e Liberdade, continua. As FARC-Exército do Povo expressamos nossa solidariedade de classe ao povo iraquiano e convocamos o mundo a fazer o mesmo.

Fora o imperialismo ianque do Oriente Médio... e de todo o mundo!


27.03.2003, 9:03 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)

27.03.2003, 9:03 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Fernando Vergara)


28.03.2003, 2:31 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano)


28.03.2003, 2:31 PM ET
Bogotá, Colombia. (AP Photo/ Javier Galeano


02.04.2003, 6:30 PM ET<br> 
Luis Rincon, Bogotá, Colombia. Foto del Diego Rincon, Iraq. 
(AP Photo/ Farnando Vergara

02.04.2003, 6:30 PM ET
Luis Rincon, Bogotá, Colombia. Foto del Diego Rincon, Iraq. (AP Photo/ Farnando Vergara


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Texto preparativo por:
http://www.qualinet.com.br/farc-ep/resistencia31.html
Prof.A.M.Maysky y General Vargas: Redacción Rusa "Soprotivleniye".

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