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Caquetá. Colombia. Photo: Jason P.Howe, 2002

Caquetá. Colombia. Photo: Jason P.Howe, 2002


A lei de troca de prisioneiros é necessária

Recordando a história, encontramos na luta pela Independência do jugo espanhol, medidas e trâmites para terminar com a barbárie da guerra. O Libertador à meio da sua genialidade, emitiu um decreto de troca de prisioneiros de guerra quando assinou o Pacto de Santa Ana com Morillo, em 27 de novembro de 1820. Foi para moderar a guerra, resgatar das mãos dos realistas os prisioneiros patriotas e para entregar aos realistas os seus.

Em nossos tempos de luta pela Segunda y Definitiva Independência, as FARC-EP, no seu acionar político-militar, capturaram em combate em 1996, setenta militares que foram entregues em 1997 a uma comissão de personalidades nacionais e internacionais com a ajuda da Cruz Vermelha Internacional, logo do despejo militar do município de Cartagena del Chairá, num gesto de nossa parte e sem nenhuma contraprestação do governo de Ernesto Samper.

Em combates posteriores, tem sido capturado um significativo número de oficiais, suboficiais e soldados do Exército e da Polícia. Por isto, nas conversações com o governo de Pastrana, nossa organização fez três propostas: a lei de troca, o câmbio um por um, e o intercâmbio humanitário. Logo de prolongadas discussões, às quais dedicou-se nosso Comandante em Chefe Manuel Marulanda Vélez, o governo argumentou qualquer quantidade de figuras jurídicas, que segundo ele, não lhe permitiam aprovar a lei de troca.

Escutaram-se também as declarações das outras ramas do poder, da classe oligárquica, os politiqueiros e altos Comandos militares, todas contrárias à aprovação da lei de troca ou das outras duas propostas. Afinal, só se obtive o acordo humanitário, mediante o qual foram libertados catorze guerrilheiros presos nos cárceres e, entregamos ao Governo cinqüenta e quatro soldados e polícias, prisioneiros de guerra.

Ato seguido as FARC-Exército do Povo, de forma unilateral e sim nenhuma contra prestação, num gesto de boa vontade, entregaram em 28 de junho de 2001, um total de 304 soldados e polícias. Este ato foi minimizado pelo governo e calado pelos meios de comunicação, que tentaram fazer crer à opinião nacional e internacional que era obrigação nossa deixar esses prisioneiros de guerra em liberdade.

Num Comunicado, o Secretariado do Estado Maior Central das FARC-Exército do Povo, declara que só através de uma lei de troca, será possível, que os quarenta e sete oficiais e suboficiais do exército e da Polícia ganhem a liberdade. E da mesma forma, nossos guerrilheiros e guerrilheiras presos nos cárceres do país. Mas isto, deve ser entregando e recebendo. O Governo não está fazendo nada para recuperar os seus homens por esta via e quer trasladar sua responsabilidade à ONU, como se ela fosse parte do conflito.

A estes militares se somam os políticos. Por quê? São trocáveis por fazer parte da classe oligárquica, politiqueira e corrupta, que tem levado a Colômbia ao estado de guerra civil em que se encontra atualmente. Porque participam ativamente no conflito social e armado. Há mais de 150 anos, essa classe oligárquica legisla, reforma a Constituição para favorecer seus interesses; impõe os impostos, financia a guerra e é responsável pelo Terrorismo de Estado. Também, somam-se os três agentes da inteligência ianque capturados na derrubada do avião no qual cumpriam sua missão de espiões, no Sul do país, no Estado de Caquetá.

A teimosa insistência do governo nacional em pensar que todo se resolve a ferro e fogo, está demonstrando que para ele pouco importa com a vida dos prisioneiros de guerra. Diante disto, reiteramos que a responsabilidade pela segurança deles depende do Estado. Os operativos para tentar o seu resgate pela força, só põem em risco suas vidas.

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Texto preparativo por:
http://www.qualinet.com.br/farc-ep/resistencia31.html
Prof.A.M.Maysky y General Vargas: Redacción Rusa "Soprotivleniye".

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